Eficiência energética


A Tijolo Ponto Eco identifica e dimensiona os potenciais energéticos disponíveis no local e planeja seu uso, seja na edificação ou em chácaras, sítios e terrenos. Orientamos no uso de energia passiva e de sistemas autônomos de geração de energia.

Catavento de Carnaúba

Catavento construído com talos e troncos de carnaúba. É fixo, mas está posicionado na direção dos ventos predominantes.
Instalado na Prainha, Aquiraz, Ceará, é uma solução econômica e eficiente para bombear água.

Energia

Gerar energia para suprir as inúmeras necessidades humanas é um dos grandes desafios deste século XXI. A geração de energia é responsável por grandes impactos ambientais e as Mudanças Climáticas são uma de suas conseqüências.

Com o esgotamento dos potenciais hidrelétricos, o alto custo da implantação de usinas solares e eólicas, e a imensa quantidade de gases de efeito estufa produzidos pela usinas térmicas, a humanidade inicia novo movimento em direção às usinas nucleares.

As edificações chegam a consumir 42% da energia gerada no Brasil para sua manutenção e operação. Boa parte da energia é consumida para iluminar, refrescar e aquecer.

Economizar energia é mais barato do que gerar energia.

Principalmente se pudermos aproveitar os recursos energéticos gratuitos e disponíveis no meio ambiente como clima, luz, calor, brisas, sombra e paisagismo. A arquitetura que planeja a interação destes elementos com a edificação é chamada de Arquitetura Bioclimática.

Arquitetura Bioclimática e Energias Passivas

A Arquitetura Bioclimática usa a luz natural para manter os ambientes internos iluminados durante o dia.

A Arquitetura Bioclimática usa a ventilação natural para renovar o ar, reduzir a temperatura interna e desumidificar.

A Arquitetura Bioclimática usa a própria massa do edifício como elemento para moderar a temperatura.

Bioclimática é sombrear durante o verão, rejeitar calor e ventilar ambientes para manter temperaturas internas confortáveis. Durante o inverno, permitir que a radiação solar penetre a edificação para aquecê-la.

Estas são algumas estratégias que devem ser consideradas na arquitetura para permitir às edificações usufruírem da deliciosa e sutil energia da natureza, evitando o consumo de diversos quilowatts-hora de caríssima e poluidora energia elétrica.

Chamamos de energias passivas o uso das energias sutis da natureza na edificação, sem transformações de qualquer ordem.

Estudo de Caso: Governadoria do Rio Grande do Norte

  • Governadoria RN
  • Governadoria RN
    Governadoria do RN: Situação encontrada no local

As fotos acima demonstram a baixa eficiência energética do ambiente interno da Governadoria do Rio Grande do Norte, demonstrando escuridão e calor de uma edificação inserida em clima naturalmente iluminado, ventilado e agradável, como é o de Natal (RN). Apesar de ter uma abertura zenital, as cores escuras absorvem a luz. Onde havia originalmente uma parede de cobogós, que permitia a entrada da ventilação natural, foi construída uma sala. Comparem a diferença no conforto do mesmo local.

Hall

Proposta para o Hall da Governadoria do RN

A nossa proposta é que a iluminação zenital natural seja maximizada com uso de cor interna branca e pela instalação da parede de cobogós no local original. Os cobogós instalados nas duas extremidades do hall também permitirão a ventilação cruzada, reduzindo as temperaturas internas. Esta é uma das propostas do Projeto de Adequação Bioclimática (retrofit) para o Edifício da Governadoria do Rio Grande do Norte.

Estudo de Caso: Igreja de Pacoti, CE

  • Igreja de Pacoti
    Rendering da proposta
  • Igreja de Pacoti
    Igreja após a reforma

As duas imagens acima referem-se a Igreja de Pacoti. No rendering, demonstramos a proposta para modificação do forro, construindo uma abertura, onde foram instalados espelhos para refletir a luz natural para dentro do ambiente interno. Também foi proposta a construção de uma luminária de luz natural zenital no formato de cruz sobre o altar. Na outra foto, a reforma do forro realizada.

Energia Ativa

A edificação sustentável também deve estar planejada para usufruir das energias ativas, ou seja, usar sistemas de geração de calor, frio ou eletricidade a partir da transformação de fontes de energia da natureza local. Ou seja, a edificação sustentável deve estar planejada para receber os seguintes equipamentos:

  • sistemas de aquecimento solar de água e de ambientes,
  • fogões solares,
  • secadores solares,
  • bombeamento de água solar,
  • geradores solares de energia elétrica (seja fotovoltaicas ou térmicas)
  • geradores eólicos de eletridade
  • cataventos
  • biodigestores para geração de biogás, que pode ser aplicado em cocção e aquecimento.
  • pequenas turbinas hidráulicas
  • rodas d'água
  • geladeiras solares

Ou seja, qualquer sistema alternativos de energia ativa cujo potencial esteja disponível no local.

O uso destes sistemas pode ser planejado hoje para ser usado no futuro. Fica determinado o local, o espaço, o arranjo, para ser possível sua fácil instalação quando houver viabilidade.

Desta forma, planeja-se uma edificação para o futuro, sustentável, ecológica e acima de tudo, econômica para quem a utiliza.