Planejamento ambiental


A Tijolo Ponto Eco realiza trabalhos de planejamento ambiental desde pequenos ambientes como casas até grandes áreas como condomínios e loteamentos, praças, fazendas, parques e empreendimentos turísticos.
  • Setorização
  • Áreas de Preservação Permanente
  • Potenciais Energéticos
  • Zoneamento Permacultural

Para compreendermos o que é o planejamento ambiental, é necessário termos uma noção clara sobre o significado da palavra planejamento.

Planejamento é o ato ou efeito de planejar, ou planificar. É o trabalho de preparação para qualquer empreendimento, no qual se estabelecem os objetivos, as etapas, os prazos e os meios para sua concretização. Planejar significa fazer o plano ou a planta de algo, projetar, traçar.

O Planejamento Ambiental é o ato de planejar o urbano ou o rural considerando o meio ambiente, os ecossistemas, a hidrologia e os objetivos humanos.

Costumamos dizer que o planejamento ambiental permite a criação de Ecossistemas Humanos Sustentáveis.

Permacultura

Aplicamos a Permacultura para a realização do planejamento ambiental. A Cultura Permanente, ou Permacultura, é uma metodologia de planejamento para a sustentabilidade. Deve-se buscar uma cultura de permanência onde tudo é feito para sustentar e durar.

Para planejar um ambiente humano sustentável, a permacultura oferece uma série de ferramentas de apoio ao designer ambiental. Entre estas ferramentas temos: design por análise de funções e componentes, análise de sistemas, zoneamento e setorização.

Muitas considerações e mapeamentos são realizados para a definição do planejamento. O ideal é sempre fazer a opção pelo uso de soluções sustentáveis para saneamento, produção agrícola, descartes, abastecimento de água, fornecimento de energia, construções, dentre outras necessidades humanas.

Apresentamos a seguir algumas imagens de um planejamento ambiental que realizamos para um hotel-fazenda.

Estudo de Caso: Hotel-Fazenda

Setorização Permacultural

Setorização permacultural de um empreendimento turístico

A setorização permacultural é o levantamento das energias que adentram o sistema, no local de implantação de um empreendimento, ou de uma residência. Pode ser necessário realizar diversas setorizações para áreas extensas, onde ocorrem alterações destas variáveis.

Áreas de Preservação Permanente

Áreas de Preservação Permanente de um empreendimento turístico

Para a implantação de qualquer empreendimento, é necessária a identificação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) que são áreas definidas e protegidas pela lei. Somente em casos muito especiais é permitida a interferência nestas áreas.

Potenciais Energéticos

Mapa dos potenciais energéticos naturais que adentram um empreendimento turístico

Todo terreno tem áreas com maior ou menor incidência de energias apropriadas para uso passivo e ativo. Este mapa demonstra em amarelo as áreas solares, em vermelho as áreas eólicas, em azul os potenciais hidráulicos e em verde os potenciais de biomassa (florestas plantadas). Não queremos dizer que só há disponibilidade de sol nas áres amarelas, mas sim, que estas áreas tem maior potencial desta energia, portanto, em clima úmido e frio (como neste caso) são áreas mais propícias para instalação de casas, piscinas, estufas para secagem, sistemas de aquecimento solar e sistemas de geração de eletricidade. Da mesma forma, as áreas em vermelho são ideais para implantação de aerogeradores, pois nelas há o maior potencial eólico da fazenda.

Zoneamento Permacultural

Zoneamento permacultural de um empreendimento turístico

O zoneamento permacultural representa a intensidade da atividade humano neste terreno. A zona 0 geralmente representa as edificações ou locais de trabalho mais intensivo. A zona 1 representa áreas de grande circulação e presença humana, pois estão próximas a zona 0. A zona 5 é aquela onde a intensidade de presença humana é menor. A zona zero é aquele que precisa de atenção total do ser humano. A zona cinco não requer ação humana. As zonas 1,2,3 e 4, representam a transição entre estes extremos. Desta forma, sabemos que as estruturas que precisam de maior atenção devem estar localizadas nas zonas 1 e 2. As que precisam de menor atenção, na zona 4, por exemplo. As zonas 5 são florestas, APPs, etc..

Outro raciocínio que devemos aplicar é tentar suprir as entradas automaticamente, usando recursos já existentes no sistema. Estes recursos já existentes podem ser os excedentes ou resíduos, ou seja, as saídas, de outros componentes do sistema, assim como as energias naturais, as estruturas atuais, entre outros recursos. Se o próprio sistema suprir naturalmente suas necessidades, isto irá poupar energia, eletricidade, trabalho, dinheiro e recursos. E ainda, pode eliminar resíduos e poluição, por absorver as saídas do sistema.

Deve-se ter em mente que o planejamento ambiental é realizado para ser o ideal, dentro do viável, e que sua implantação será realizada ao longo de anos, que nem todas as ações não precisam ser implantadas imediatamente.

O planejamento ambiental é o plano de sustentabilidade para o futuro de uma família, de uma comunidade, de uma cidade, de um empreendimento.